Recebe uma carta ou um e-mail: "O seu sinistro foi recusado" — do seguro de saúde, automóvel, habitação ou viagem — cheia de termos técnicos e sem um próximo passo claro. A maioria das cartas de recusa até explica o que fazer se discordar, mas a redação costuma ser confusa ao ponto de muita gente simplesmente desistir e pagar do próprio bolso. Um chatbot consegue decifrar o motivo num minuto e ajudar a preparar uma resposta ainda no mesmo dia.
Cole a carta de recusa no ChatGPT ou Gemini e pergunte:
"Esta é uma carta a recusar o meu sinistro de seguro. Explique em linguagem simples por que dizem que o estão a recusar, e diga-me se a carta menciona como recorrer ou pedir uma reapreciação. Depois, prepare uma carta curta e educada a recorrer desta decisão, referindo o número do processo, e a pedir que reapreciem o caso."
Quanto mais informação colar — a carta inteira, o número da apólice, recibos ou notas que já tenha — mais útil e específica será a proposta.
Um ponto de atenção: A IA só lê a carta que lhe deu, não a apólice completa nem as regras exatas do seu país, por isso pode não reparar num prazo rígido ou num formulário obrigatório. Antes de enviar seja o que for, confirme na carta (ou ligue para a seguradora) qual é o prazo real para recorrer — algumas dão apenas 30 dias — e trate o rascunho da IA como um bom ponto de partida, não como uma vitória garantida.
Da próxima vez que uma carta de "sinistro recusado" chegar ao correio, não a arquive logo — cole-a primeiro na IA e veja se vale a pena enviar um recurso de dois minutos antes de aceitar a decisão como definitiva.